A menina perdeu repentinamente a voz ao acordar, e só 12 anos depois é que o motivo foi descoberto

Matérias Oficiais(+10% Clicks) Yasmim 21/07/2021 Relatar Quero comentar

Marie teve sua vida virada de cabeça para baixo quando, num belo dia, acordou sem poder falar ou emitir qualquer som pela boca. 

Ela tinha apenas 13 anos de idade na época. Os médicos não conseguiram uma explicação para o problema, e as pessoas passaram a desconfiar de que ela estava se recusando a falar.

Desiludida e sem apoio, a adolescente chegou a ser internada em uma clínica psiquiátrica. 

Mas sua vida mudou drasticamente quando, finalmente descobriu o que estava causando o problema, pôde voltar a falar.

O silêncio

Marie tinha 12 anos quando sua família se mudou de Londres para a Austrália, tudo estava em ordem até que um dia Marie acordou sem conseguir emitir som algum.

“Acordei com uma forte dor de garganta e um forte resfriado. Dias depois, virou uma bronquite. Passei uma semana bem mal, com febre. Depois fui melhorando, a infecção no peito foi embora, a febre também. Mas quando estava boa de novo, seis semana depois, minha voz tinha sumido.”, contou Marie à BBC.

O primeiro diagnóstico foi laringite, depois mutismo histérico que é um silêncio obstinado gerado por ansiedade ou evento traumático.

Mas a jovem garota não estava se recusando a falar. Alias, ela estava tendo vários problemas por causa disso.

“Eu não podia usar o telefone, não podia marcar dentista, médico, cabeleireiro…E se eu tivesse um acidente? Teve uma vez em que fui acampar com amigos, eu estava numa trilha sozinha, escorreguei e cai num barranco, de uns três metros. Fiquei presa lá embaixo, sem conseguir sair, e não tive como chamar ajuda, achei que fosse ficar presa ali a noite inteira… Tive de ser bem mais cuidadosa.”

“Uma vez eu estava num baile. Um rapaz dançou comigo algumas vezes e eu queria conversar com ele, mas não conseguia. Eu ficava sorrindo, e por mais que tentasse dizer o que eu queria, não havia como. Eu ficava com raiva, com raiva de mim mesma. ‘Ô menina estúpida’, eu pensava. E quando voltava pra casa, eu deitava no chão e ficava chorando. Eu queria falar, mas não sabia como.”

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